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Aprenda preposições em grego

Ao estudar grego, resolvi reunir as preposições de forma gráfica. Cada livro traz de um jeito e, infelizmente, alguns guias trazem poucas informações, por isso, tentei suprir essa deficiência. Essa é a primeira versão e espero que possa auxiliar quem esteja aprendendo grego.

Agradeço ao Dr. Milton Torres pelo ensino, breve revisão e correção.

Para melhor qualidade, faça o download em PDF.

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Saiba o que é epistemologia

Epistemologia é um termo que foi criado por James Frederick Ferrier, um filósofo escocês do XIX século. Ele cunhou essa palavra tomando como base duas palavras gregas: ἐπιστήμη (episteme, que significa conhecimento certo) e λόγος (logos ou sua derivada logia, que significa estudo, discurso). Ele definiu assim:

Esta seção da ciência é apropriadamente denominada Epistemologia – a doutrina ou teoria do conhecimento, assim como a ontologia é a ciência do ser … Ela responde à pergunta geral: “O que é saber e o que é conhecido?” – ou, mais resumidamente, O que é conhecimento?

J.F. Ferrier – Institutes of Metaphysics, 1854 (tradução livre)

Portanto, a epistemologia tem como objetivo o estudo do conhecimento. O foco desse artigo não é esgotar o assunto, nem abordar a análise dos filósofos, mas dar uma visão geral sobre o que é epistemologia.

A epistemologia é um ramo filosófico que busca criar uma teoria do conhecimento. Questões do tipo: “O que é conhecimento?”; “Esse conhecimento é verdadeiro?” são algumas formuladas pela epistemologia. Embora o termo epistemologia seja recente, a sua origem remonta, pelo menos, ao período pré-socrático. Parmênides e comoe Heráclito, por exemplo, tinham vários métodos para explicar seus pensamentos e chegarem às conclusões racionalmente, seja pela razão ou pela percepção. Esses filósofos, além de, Descartes, Platão, Aristósteles, Lock, Russell, Kant e outros, tiveram um papel importante na epistemologia.

Parar para pensar se você realmente sabe o que acredita que sabe, é muito importante para eliminar crenças baseadas apenas em senso comum e falta de racionalidade. Em um mundo cheio de fake-news, creio que essa deveria ser a área que todos devíamos nos preocupar. Portanto, a epistemologia nos ajuda a:

  • Entender o que é conhecimento e diferenciá-lo de conceitos de opinião e crença
  • Quais são as categorias de conhecimentos existentes
  • Quais fontes de conhecimento são confiáveis, como e onde usá-las corretamente
  • Quais são os limites do nosso conhecimento
  • Será que podemos conhecer a realidade (ou verdade) e o que nos impede
  • Como o conhecimento está relacionado à crença
  • Como devemos proceder para obter conhecimento
  • Quais informações são justificáveis

Muitas pessoas têm apenas opinião sobre algo ao invés de realmente conhecer. Analisar a possibilidade, a origem, o limite, a essência, as formas e o valor do conhecimento nos leva a diferenciar e encarar a busca pela Verdade e Certeza.

Será que a nossa percepção, os nossos sentidos, são fontes confiáveis de conhecimento? Será que nossa memória também o é? E o testemunho de especialistas? Como conhecer o mundo a nossa volta? Quais são os problemas do ceticismo? As respostas para essas perguntas são os objetivos da epistemologia.

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Conheça a alma

A palavra alma, em alguns casos também traduzida como espírito (ψυχή – psique em grego significa “eu sopro”, derivada da palavra ψύχω – psýcho: soprar, esfriar mediante a sopro ou πνεῦμα – pneuma em grego, que significa fôlego, ar ou vento, também equivalente à ר֫וּחַ – ruach ou נָ֫פֶשׁ – nephesh em hebraico), se refere à vida, aos sentimentos e aos pensamentos e não a uma entidade que pode existir fora do corpo. Isso fica claro pelo texto de Mateus 2:20, onde a palavra psique é, em conjunto com o texto, traduzida como “procuravam a morte do menino” ou “atentavam contra a vida do menino”. O texto refere-se ao anjo que apareceu para José, e estava orientando-o a proteger a vida (psique) do menino Jesus, e não a “alma espiritual separada do corpo” como alguns acreditam e que não faria nenhum sentido para a história de Jesus. Em alguns textos, fica claro que a “alma” (traduzida em vários locais pela palavra vida) se alimenta de maneira física (Mateus 6:25, Lucas 12:22) e pode deixar de existir. Em outros textos, se fosse considerada a tradução de psique, ao invés de vida, como “alma espiritual separada do corpo” o texto ficaria com sentido negativo (Mateus 10:39, Mateus 16:25, Mateus 20:28, Marcos 8:35, Marcos 10:45, Lucas 9:24, Lucas 14:26, Lucas 17:33, João 10:11, João 10:15, João 10:17, João 12:25, João 15:13, 1 João 3:16), sendo incoerente com os escritos bíblicos.

O mesmo significado de psique é utilizado em outros textos e traduzida também como vida (Marcos 3:4, Lucas 6:9, João 13:37, João 13:38, Atos 20:10, Romanos 11:3, Apocalipse 8:9). Pneuma também é traduzida como espírito da mesma maneira (Mateus 27:50, João 19:30), em alguns casos a palavra é traduzida como vento e espírito ao mesmo tempo (João 3:8), ou sentimentos. Essa mesma abordagem é utilizada para a palavra psique (Mateus 26:38, Marcos 12:30, Lucas 1:46, João 10:24, João 12:27, Atos 14:2, Efésios 6:6, 1 Pedro 2:11) e pneuma (Mateus 5:3, Romanos 12:11, João 11:33, Atos 18:5, Atos 18:25, Atos 20:22, 1 Coríntios 4:21), indicando que o corpo separado da sua alma, do sopro de vida de sua essência, cessa de existir (sua pneuma morre: Tiago 2:26, seu ruach, fôlego, existe só com vida: Jó 27:3-4) e, em estado de morto, não se sabe de nada, não faz realizações e não se fala com ninguém (Eclesiastes 9:5, Eclesiastes 9:6, Eclesiastes 9:10, Salmos 115:17, Salmos 146:4). Nesse estado, o morto não vai para local nenhum, continua em sua sepultura (Jó 14:12, Jó 17:13), assim como Davi não foi aos céus e continua na sepultura (Atos 2:29, Atos 2:34) até a ressurreição no final dos tempos (Daniel 12:13, João 5:28, João 5:29, 1 Tessalonicenses 4:16). Essa ressurreição ainda não ocorreu (2 Timóteo 2:18). Esse conjunto vida (sopro) e corpo é conhecida como alma vivente (Gênesis 2:7), portanto, com a possibilidade de morrer (Ezequiel 18:4, Ezequiel 18:20), pois, somente Deus é imortal (1 Timóteo 6:16). É perigoso acreditar que a alma do ser humano vive para sempre, pois, a primeira mentira que foi proferida por Satanás é justamente a da imortalidade do ser humano, mesmo em desobediência e cometendo pecado, ou seja, a mentira da imortalidade da alma (Gênesis 3:4, Apocalipse 12:9).

Cristo diz que tanto o corpo, quanto a alma (psique) morre (Mateus 10:28). Há diversos textos que descrevem que a alma morre (nepheshGênesis 19:19, Números 23:10, Josué 2:13, Josué 2:14, Juízes 5:18, Juízes 16:16, 1 Reis 20:31, 1 Reis 20:32, Salmos 22:29, psiqueTiago 5:20). Podendo ser levada à cova (Jó 33:22, Salmos 89:48) ou não deixada lá (Salmos 16:10, Salmos 30:3, Salmos 49:15, Provérbios 23:14). Alma também pode ser decepada, eliminada ou destruída (nepheshGênesis 17:14, Êxodo 12:15, Levítico 7:20, Levítico 23:29, Josué 10:37, Salmos 78:50, Ezequiel 13:19, Ezequiel 22:27, psiqueAtos 3:23, Apocalipse 16:3), podendo ser morta até por espada (Ezequiel 33:6), estrangulamento (Jó 7:15) ou afogamento (Jonas 2:5).

Como a alma sem um corpo não está consciente e os mortos de nada sabem, Deus proibiu a consulta com mortos desde o princípio, e isso foi incluso nas leis de Moisés (Levítico 20:27) e é abominável para Deus (Deuteronômio 18:11, Deuteronômio 18:12), pois, Satanás pode simular tal aparição (2 Coríntios 11:14) e demônios podem realizar milagres desse tipo (Apocalipse 16:14, Mateus 24:24). Diferentemente do que se acreditava na cultura grega sobre os espíritos que existia entre o povo (Lucas 24:37), Jesus ressuscitou com Seu corpo de carne e osso (Lucas 24:39), inclusive se alimentando (Lucas 24:42, Lucas 24:43).

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Ouça os mensageiros de Deus

A palavra anjo significa mensageiro (angelos – ἄγγελος em grego ou malak – מַלְאָךְ em hebraico). Temos a presença da ideia de anjos no cristianismo, judaísmo, budismo, hinduísmo, islamismo, espiritismo, teosofia entre outros. Nas escrituras eles são responsáveis por nos transmitir as mensagens de Deus (Lucas 2:9,10).

Origem

Os anjos existiam antes da criação do homem e são, frequentemente, associados com estrelas (Jó 38:4-7Juízes 5:20Daniel 8:10Judas 1:13Apocalipse 1:20). A referência à estrelas também se encontra nos livros apócrifos, não inspirados, como o de Enoque, e na descrição de Lúcifer (Isaías 14:12,13). Eles foram criados por Deus (Colossenses 1:16Salmos 148:2,5), em grande quantidade (Hebreus 12:22Apocalipse 5:11), são espíritos (Hebreus 1:14) e se assemelham à ventos, brasas de fogo e clarão de relâmpagos (Hebreus 1:7Ezequiel 1:13,14Mateus 28:2,3). Também foram criados um pouco superior aos homens (Salmos 8:4,5) e tem papéis, como mensageiros, representantes de Deus, atuantes em visões e são relatados em várias histórias bíblicas: Adão, Noé, Abraão, Sara, Ló, Jacó, Esaú, Moisés, Balaão, Josué, Gideão, Sansão, Samuel, Eli, Saul, Jônatas, Davi, Salomão, Elias, Eliseu, Isaías, Ezequiel, Daniel, Esdras, Neemias, Zacarias, Ester, João Batista, profetas e outros, encarnação (Cristo vindo em carne), morte e ressureição de Cristo, discípulos, Paulo, Cornélio e nas revelações sobre o fim dos tempos.

Satanás e anjos malígnos

O significado de Satanás (1 Crônicas 21:1Jó 1:6Jó 2:1-7Zacarias 3:2), שָׂטָ֖ן em hebraico, é adversário, inimigo ou acusador (Salmos 109:6), podendo ser utilizado inclusive para bons adversário (Números 22:22) ou adversários de guerra (1 Samuel 29:41 Reis 5:42 Samuel 19:221 Reis 11:14,23,25). Sua ação é descrita desde o início do mundo (Gênesis 3:1-5Apocalipse 12:9) e associado com Caim, reconhecido como pertencente ao maligno e filho do diabo (1 João 3:10-12).

Alguns estudiosos citam a profecia sobre o rei de Babilônia, descrita em Isaías, como uma comparação do rei com Satanás, qualificado com o título de Lúcifer antes da sua queda (Isaias 14:12). Entretanto, esse nome tem origem latina (tradução da bíblia Vulgata Latina) e significa “portador de luz”, derivado da palavra heylel, הֵילֵ֣ל em hebraico, que significa também portador de luz ou estrela da manhã. Cristo reivindica esse título pertence à Ele (Apocalipse 22:16), utilizando o termo ἀστὴρ ὁ λαμπρός ὁ πρωϊνός em grego, que significa a Brilhante Estrela da Manhã. Provavelmente, com base nessa profecia, Satanás tinha o título de portador de luz (Lúcifer) quando era cidadão celeste.

No novo testamento Satanás é associado como pai da mentira (João 8:44) e, além de Satanás (Apocalipse 12:9), também é utilizado o nome diabo, Διάβολος em grego, que significa difamador, acusador e caluniador. Embora não seja dito claramente Satanás como sendo um anjo, ele é mencionado em conjunto com anjos (Mateus 25:41Apocalipse 12:9) e junto com os “filhos de Deus” (Jó 1:6Jó 2:1), que, provavelmente, são anjos. Satanás também é um querubim (Ezequiel 28:14-16) e pode se transformar em um anjo de luz (2 Coríntios 11:14).

Satanás é associado com dragão, serpente (Apocalipse 12:9Gênesis 3:15) e levou um terço das estrelas (anjos), junto com ele (Apocalipse 12:4). Esse anjos são maus (Mateus 25:412 Pedro 2:4) e podemos associar com o que está descrito no livro de Daniel (Daniel 8:10).

Esse anjos eram perfeitos, mas não guardaram o estado original (Judas 1:6Ezequiel 28:14-15). Esses anjos lutam contra nós (1 Pedro 5:8Efésios 6:11,12Tiago 4:7) e podem se transformar (2 Coríntios 11:14,15) e realizar prodígios (Apocalipse 16:14) para nos tentar enganar (1 Timóteo 4:1Atos 13:10). No final, serão destruídos (Apocalipse 12:121 João 3:8Apocalipse 20:3Mateus 25:41).

Natureza

Os anjos são seres com grande força (Salmos 103:20) capazes de movimentar pedras enormes, facilmente (Mateus 28:2). Também, conseguem se movimentar rapidamente (Ezequiel 1:14Daniel 9:21-23).

Diferentemente do seres humanos, os anjos são seres espirituais (Hebreus 1:13-14) e já existiam antes da morte de qualquer ser humano (Gênesis 3:24). Entretanto, após sermos ressucitados, seremos “como anjos” ou “semelhante aos anjos” e não anjos reais (Mateus 22:30). Portanto, há diferenças na natureza de anjos e seres humanos.

Presença de asas

Não há como sabermos ao certo se os mensageiros do Senhor tem asas. Alguns textos indicam a presença de asas em querubins e serafins. Entretanto pode ser uma maneira metafórica de se associar com proteção. Deus também é dito metaforicamente que possui asas (Salmos 91:4Salmos 57:1Salmos 17:8), essas asas são associadas à proteção de uma águia (Deuteronômio 32:11). Em visões, Zacarias, também viu duas mulheres com asas (Zacarias 5:9).

Hierarquia

No início do cristianismo até a idade média, alguns estudiosos: Clemente, Ambrósio, Jerônimo, Dionísio, Gregório Magno, Isidoro de Sevilha, João Damasceno, Tomás de Aquino e Dante Alighieri, classificaram os anjos em classes: Serafins, Querubins, Éons, Hostes, Potestades, Autoridades, Principados (Governantes), Tronos, Arcanjos, Anjos, Dominações e Virtudes (Autoridades). Contudo, só temos informações concretas de 3 categorias na bíblia: Serafins, Querubins e Arcanjo. As outras classificações são interpretações de expressões bíblicas ou sobre estudos cabalísticos e esotéricos feitos pelos primeiros estudantes do cristianismo. Alguns livros apócrifos trazem conjunto de nomes de anjos que não estão nas escrituras.

Sobre as classificações das escrituras temos:

Arcanjo

Significa anjo principal ou chefe. Miguel é classificado como “o arcanjo” (apenas um) (Judas 1:9) e no fim dos tempos a voz do arcanjo será ouvida (1 Tessalonicenses 4:16). Portanto na bíblia só temos um único arcanjo, ou chefe dos anjos, o grande príncipe: Miguel (Daniel 12:1-3), que significa: Aquele que é como Deus. Miguel também é responsável pala batalha final onde o Diabo será derrotado (Apocalipse 12:7-9).

Há uma referência ao Príncipe do exército do Senhor (provavelmente o arcanjo), onde Josué se prosta e adora (Josué 5:13-15). Como anjos rejeitam adoração (Apocalipse 19:10Apocalipse 22:8-9) e só devemos dar culto à Deus (Mateus 4:10), esse Príncipe e Arcanjo deve ser Miguel, uma representação de Cristo.

Cristo é descrito como chefe de todos os anjos (1 Pedro 3:22). Outro ponto interessante é que um Príncipe do exército celeste indica que é Filho do Rei dos céus. Essa interpretação é um pouco polêmica e algumas traduções das escrituras retiram a palavra “adoração” do versículo, mesmo havendo uma referência ao lugar que esse Príncipe estava como sendo santo (Josué 5:15). Daniel também relata que Miguel é o Príncipe mais antigo e importante (Daniel 10:13). Malaquias também associa Cristo com o Anjo (Mensageiro) da Aliança (Malaquias 3:1).

Querubins

Aparecem como guardas no jardim do Éden (Gênesis 3:24) e em volta do trono de Deus (2 Reis 19:15). Em Ezequiel, os querubins são apresentados como guardiões do trono de Deus e simbolizando 4 criaturas: leão, touro, águia e homem (Ezequiel 1:10), com asas e junto com rodas complexas com olhos (Ezequiel 10:1-20).

A palavra guardiões, também pode ser traduzida como cobridores e, por isso, os querubins são representados como anjos cobridores ou anjos guardiões. Na arca da aliança tinham forma humana, mas com asas (Êxodo 25:10-21Êxodo 37:7-9). Lúcifer é descrito também como um querubim cobridor (Ezequiel 28:16), os querubins da arca, também eram anjos cobridores (Êxodo 25:20Êxodo 37:9), indicando a importância que Lúcifer tinha antes da queda (Ezequiel 28:14-16Isaías 14:12-15). Também há uma cidade da Babilônia com nome semelhante (Esdras 2:59Neemias 7:61).

Representações da Assíria e Mesopotâmia demonstram os querubins como leões ou touros com asas. Essas representações também foram usadas no templo da visão de Ezequiel e no templo de Salomão. Nas paredes, relatadas na visão, haviam palmeiras e querubins com duas cabeças: leão e homem (Ezequiel 41:181 Reis 7:36). Outra representação utilizada é que os querubins na arca sejam a representação da carruagem de Jeová (1 Crônicas 28:18Salmos 68:17). Além disso, é possível cavalgar um querubim (2 Samuel 22:11Salmos 18:10).

Serafins

Significam “abrasar, queimar, consumir”, figurativamente, pode ser utilizado para falar sobre serpentes venenosas ou ardentes (Números 21:6,8Deuteronômio 8:15Isaías 14:29Isaías 30:6). Isaías diz que cada um tem seis asas (Isaías 6:2). No relato de Isaías ele trouxe uma brasa viva (Isaías 6:6).

Anjo importante

Gabriel, que significa “Deus enviou”, embora não temos sua categoria declarada, sabemos que ele é um anjo importante e auxilia diante de Deus (Lucas 1:19), responsável pelo entendimento das profecias (Daniel 8:16Daniel 9:21-23) e por grandes acontecimentos bíblicos, como o nascimento de João Batista (Lucas 1:11-20) e a vinda de Cristo em carne – nascimento de Cristo (Lucas 1:26-38). Por essas características, possivelmente, ele revelou as profecias à João (Apocalipse 1:1), pois foi ele que falou ao profeta Daniel, inclusive citando o arcanjo Miguel, como o Príncipe (Daniel 10:21). Outro indicio de ser Gabriel, o mensageiro do Apocalipse é que o anjo disse ser conservo dos profetas (Apocalipse 22:9).

Atividades dos mensageiros de Deus

Os mensageiros de Deus agem como anjos da guarda (Salmos 34:7Hebreus 1:14Salmos 91:10,11), nos ajuda (Atos 12:5-10Atos 27:23,24) e obedecem à Deus (Salmos 103:20-21). Eles também registram nossas atividades (Eclesiastes 5:6Malaquias 3:161 Coríntios 4:9Efésios 3:10) com atenção (1 Pedro 1:12). Podem aparecer a nós como, ou ser, seres humanos (Hebreus 13:2). São responsáveis por ajuntar os escolhidos no fim do mundo (Mateus 24:31). Louvam (Lucas 2:13,14Salmos 148:1,2Isaías 6:3Jó 38:6,7) e adoram a Deus (Hebreus 1:6Apocalipse 5:8-13).

Curiosidades

Há ainda a possibilidade dos 24 anciãos que são ministros especiais de Deus (Apocalipse 4:10) serem anjos (também referenciado como Tronos ou Ofanins por alguns), mas é pouco provável, pois as vestiduras brancas são dados somente aos vencedores (Apocalipse 3:5). Como os anjos que estão no céu não pecaram, não precisam vencer. O mesmo pensamento é válido para suas coroas (Apocalipse 3:11). Portanto, esses anciãos são alguns dos que ressuscitaram com Cristo (Mateus 27:52,53).

Um fato interessante é da luta de Jacó com um anjo é que muitos acreditam ter sido uma luta com Deus (Gênesis 32:30), mas Oséias esclarece que Jacó lutou com um anjo e não com Deus (Oséias 12:4).

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Interprete as Profecias

Um dos problemas mais comuns ao estudar profecias é estudar seus símbolos. Abaixo segue uma lista de símbolos ou metáforas e seus significados (essa tabela está em constante alteração):

SímboloSignificadoReferência
1 Dia1 AnoEzequiel 4:6,7Números 14:34
Absinto, losnaTristeza ou armaguraJeremias 9:1523:15Lamentações 3:19Provérbios 5:4
Águas, MarPovos, multidões, nações e línguasApocalipse 17:15Jeremias 46:7,847:1-3Isaías 17:13
ÁguiaVeloz, visão, altivez, ameaçadorDeuteronômio 28:49Habacuque 1:8Isaías 40:30,31Jó 39:27-30Oséias 8:1Obadias 1:3,42 Samuel 1:23
Animal, BestaRei, reino, homem com poderDaniel 7:17,23Apocalipse 13:15-18
AnjoMensageiroPor onde andares ouça os mensageiros de Deus
ApocalipseRevelaçãoApocalipse 1:1
Asas de águia (carregar ou colocar embaixo delas)ProteçãoÊxodo 19:4Deuteronômio 32:10-12
Babilônia (Babel em aramaico)Confusão, Igreja/Cidade mãe de toda apostasiaGênesis 11:9Apocalipse 17:1-618:2-5
CabeçaRei, pessoa mais importante, governante ou montes1 Coríntios 11:3Efésios 1:225:23,24Apocalipse 17:9
CaudaFalso profeta, inferiorIsaías 9:15Deuteronômio 28:13,43,44
ChifrePoder, governo, rei ou reinoApocalipse 17:12Deuteronômio 33:17Zacarias 1:18:19Daniel 8:21
ColírioEspírito que nos ajuda a entenderEfésios 1:17,18Salmos 119:18Apocalipse 3:18
Comer o livro (rolo)Compreender a mensagemEzequiel 3:1-3Jeremias 15:16
CordeiroCristoJoão 1:291 Coríntios 5:71 Pedro 1:19Isaías 53:6,7Apocalipse 5:5,6 Atos 8:32
DragãoDiaboApocalipse 12:9Isaías 27:1Apocalipse 20:2
EstrelasMensageiros, anjos, salvos, santosApocalipse 1:20Daniel 12:3Apocalipse 12:4Números 24:17
LeãoForte, ousado2 Samuel 1:2317:10Provérbios 28:15Juízes 14:18Provérbios 28:1Oséias 13:7,8Jeremias 5:6
LeopardoVelozHabacuque 1:8Jeremias 5:6
LoboEsperto, destruidorGênesis 49:27Habacuque 1:8Jeremias 5:6João 10:12
MãoObrasEclesiastes 9:10Deuteronômio 6:5-811:18,19Êxodo 13:9,16
MulherIgreja ou cidadeEfésios 5:23-32Jeremias 6:22 Coríntios 11:2
Mulher ProstitutaIgreja ou cidade apóstataIsaías 1:21Jeremias 3:1-9 Ezequiel 16Ezequiel 23Oséias 2:5
PortaOportunidade2 Coríntios 2:12Apocalipse 3:20Lucas 13:24,25
Taça, CopoConsequências da condenaçãoSalmos 11:675:8Isaías 51:17-22Jeremias 25:15-1749:12
TemposAnosDaniel 4:16,23,25,327:2511:13Apocalipse 11:2,312:6,14
TestaPensamento, entendimentoEzequiel 3:7-9Ezequiel 9:4Deuteronômio 6:5-811:18,19Êxodo 13:9,16
Testemunha verdadeiraCristoJoão 3:11,1218:37Apocalipse 19:11
UrsoFerozProvérbios 28:15Oséias 13:8
VentosGuerrasJeremias 4:11-1351:1-5
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Entenda sobre a morte dos animais egípcios

Há uma aparente contradição nos textos de Êxodo 9:3-6 e Êxodo 9:19-21,25, onde é citada a morte dos animais dos egípcios duas vezes, uma morte por pestilência e outra por chuva de granizo.

A palavra kol (em hebraico כֹּל), traduzida como todo, pode significar em grande quantidade, ou na maioria, segundo Strong e Thayer. Podemos comprovar isso nesse mesmo texto. Em Êxodo 9:3, constatamos que todo o gado de Êxodo 9:6 é uma generalização, pois indica que eram apenas os animais que estavam no campo e não nos currais, estábulos, casa, …:

Eis que a mão do Senhor será sobre teu gado, que está no campo, sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois, e sobre as ovelhas, com pestilência gravíssima.
Êxodo 9:3

No primeiro texto, vemos que o gado dos filhos de Israel, que estavam no Egito não morreram por pestilência:

E o Senhor fez isso no dia seguinte, e todo o gado dos egípcios morreu; porém do gado dos filhos de Israel não morreu nenhum.
Êxodo 9:6

Os animais que estavam recolhidos, seguindo a mesma orientação dada em Êxodo 9:19 e Êxodo 9:3, não sofreram as consequências da praga de pestilência, nem pela chuva de granizo e há ainda a possibilidade de alguns animais terem sobrevividos à essa praga, devido ao uso da palavra kol. Além disso, entre a praga por pestilência e a chuva de granizo, os egípcios, provavelmente compraram animais dos filhos de Israel, já que eles haviam perdido uma grande quantidade de gado por pestilência (Êxodo 9:4,7).

Diferentemente da praga da pestilência, a chuva de granizo foi mais ampla, não apenas para o gado, mas para todos animais, servos e plantas (Êxodo 9:22,25). Por isso, após a praga da pestilência, haviam animais que sofreram a praga da chuva de granizo, esses animais, não eram apenas gado, e os gados que sofreram não estavam recolhidos, ou seja, estavam no campo, pois seus donos não ouviram a palavra do Senhor (Êxodo 9:19-21).

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Entenda sobre as diferenças no valor pago por Davi

Há uma aparente contradição nos textos de 2 Samuel 24:24, onde é dito que Davi pagou cinquenta ciclos de prata e 1 Crônicas 21:25, diz que foram seiscentos siclos de ouro.

Ciclo é uma medida de peso, entretanto, não é necessário esse tipo de informação para se desfazer a contradição, apenas que cinquenta ciclos de prata equivalem muito menos que seiscentos siclos de ouro.

Vejamos em detalhe o que foi que Davi comprou por cada valor:

Porém o rei disse a Araúna: Não, mas por preço justo to comprarei, porque não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada. Assim Davi comprou a eira e os bois por cinqüenta siclos de prata.
2 Samuel 24:24

Nesse texto, vemos que o valor de cinquenta siclos de prata é relativo a eira, ou seja, um local de debulhar cereias, e os bois. Já no texto de 1 Crônicas:

E Davi deu a Ornã, por aquele lugar, o peso de seiscentos siclos de ouro.
1 Crônicas 21:25

O valor de seiscentos siclos de ouro, um valor bem maior, doze vezes mais de peso de ouro, em relação ao peso de prata (2 Samuel 24:24) é relativo ao local todo, provavelmente todo o monte Moriá, onde foi posteriormente construído o templo (1 Crônicas 22:1).

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Conheça Salém

Salém (em hebraico: שָׁלֵם, em grego: Σαλήμ), significa lugar de paz, esse local é mencionado pela primeira vez em Gênesis 14:18. Melquisedeque (em hebraico: מַלְכִּי־צֶ֫דֶק, em grego: Μελχισεδέκ), que significa meu rei é justiça, o sacerdote do Deus Altíssimo, era rei nesse local. Segundo o salmista, o tabernáculo de Deus está ou estava localizado nesse local (Salmos 76:2), provavelmente, por isso a maioria do estudiosos judeus associam com Jerusalém. Acredita-se que Salém era o nome da cidade de Jerusalém (em hebraico: יְרוּשָׁלַ֫םִ), inclusive tem a composição no seu nome (Jeru + Salém), que significa alicerce de Salém, ou alicerde de paz.

Além da evidência na nomenclatura, há uma referência à um local próximo chamado de Vale de Savé, ou vale do rei (Gênesis 14:17), que é o mesmo local onde Absalão, filho de Davi, ergueu um monumento (2 Samuel 18:18). Esse local ficava próxima à capital do reino de Israel: Jerusalém. O historiador judaico-romano do primeiro século Flávio Josefo no livro Antiguidades Judaicas (ou História dos Judeus), volume VII, capítulo 10, parágrafo 3, descreve esse monumento que estava localizado no vale do rei, a dois estádios (antiga medida grega) de distância (de 315 a 418 metros) de Jerusalém:

Ora, Absalão tinha erguido para si uma coluna de mármore no vale do rei, dois estádios de distância de Jerusalém, (…)

História

Salém, foi dominada pelos jebuseus e, ficou conhecida como Jebus (Juízes 19:10-111 Crônicas 11:4). Os jebuseus também consituiram um rei com um nome interessante: Adoni-Zedeque (em hebraico: אֲדֹנִי־צֶ֫דֶק), significa: meu senhor é justiça (Josué 10:1-3), que havia feito paz com Josué e com Israel (Josué 10:4-5). Entretanto, o território dos jebuseus foi prometido aos filhos de Abraão (Gênesis 15:18-21Neemias 9:8). Outro ponto interessante é a menção de Salém junto com Sião (Salmos 76:2). O monte Sião faz parte de Jerusalém é utilizado para designar a terra de Israel.

Depois de conquistar a fortaleza de Sião, Jerusalém ficou conhecida como Cidade de Davi (2 Samuel 5:7), pois Davi a conquistou dos jebuseus (2 Samuel 5:6-91 Crônicas 11:4-8). Foi nesse lugar que Salomão construiu o templo (2 Crônicas 3:1), onde foi construído o tabernáculo terreste de acordo com as ĩnstruções dada por Deus à Davi e realizadas por Salomão (1 Crônicas 28:9-21), semelhante ao de Moisés (Êxodo 26:30) e baseado no santuário que está no Céu (Hebreus 8:2,5Hebreus 9:24), inclusive com a arca da aliança (Apocalipse 11:19).

Antiga Jerusalém

Flávio Josefo no livro Antiguidades Judaicas (ou História dos Judeus), volume VII, capítulo 3, parágrafo 2, relata a conquista de Davi sobre os jebuseus e cita Jerusalém como a cidade de Davi e que era chamada de Salém (ou Solyma, uma variante grega para o nome de Salém) por Abraão (tradução livre, meio do parágrafo):

(…) Foi Davi, portanto, o primeiro a retirar os jebuseus de Jerusalém, e chamo-a pelo seu próprio nome, a Cidade de Davi, sob o nosso antepassado Abraão, foi chamada de Salém, ou Solyma; mas depois desse tempo, alguns dizem que Homer utilizou o nome de Solyma. (..)

Há outras citações confirmando que Salém era, de fato, Jerusalém nos escritos de Flávio Josefo: Guerras dos Judeus, volume VI, capítulo 10, primeiro parágrafo relatando um resumo da história e de cinco ataques à Jerusalém e Antiguidades Judaicas, volume I, capítulo 10, segundo parágrafo 2 onde é relatado o encontro de Melquisede e Abraão.

Outro local parecido

Nas escrituras, há outro lugar também chamado de Salém, situado em Siquém, na terra de Canaã (Gênesis 33:18), pela descrição é um local diferente. Entretanto, foi lá que Abraão ergueu o primeiro altar quando chegou à terra prometida (Gênesis 33:20). Essa localização corresponde a cidade de Salim (em grego: Σαλείμ). Salim também significa paz e fica próxima de Enom, traduzido como lugar de fontes (em grego: Αἰνὼν). Enom possuia muitas águas e, por esse motivo, João utilizava essa cidade para batismos (João 3:23).

Abaixo temos a localização de Salém, situado em Siquém (quadrado vermelho) e Salém, atual Jerusalém (quadrado azul):

Siquem e Jerusalém

Referências no Novo Testamento

No novo testamento, esse local é mencionado duas vezes no livro de Hebreus (Hebreus 7:1-2). Salém (em grego: Σαλήμ) é também traduzido por Paulo como paz (em grego: εἰρήνης). Confirmando a origem de Melquisedeque (Gênesis 14:18), dizendo que ele é rei de justiça (significado do nome) e rei de Salém, isto é, rei de paz (Hebreus 7:2).

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Entenda sobre o local da tentação

Há uma aparente contradição nos textos dos evangelhos de Mateus 4:5-8, onde é dito que o diabo levou Cristo primeiro ao pináculo do templo e depois num monte alto para mostrar os reinos do mundo, com Lucas 4:5-9, onde é descrito em ordem inversa.

A primeira tentação de Cristo foi a de transformar as pedras em pão. Ambos os evangelhos concordam nessa descrição (Mateus 4:3,4, Lucas 4:3,4). As próximas tentações dependem da forma escrita de cada evangelho. Mateus descreve de maneira cronológica, enquanto Lucas por tópicos ou ordem de importância.

A ordem cronológica é clara em Mateus como podemos ver pelo uso da palavra “Então” (Τότε, em grego), indicando uma sequência de eventos:

Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,
Mateus 4:5

Outro indício é o uso da palavra “novamente” (Πάλιν, em grego), que provê uma ideia de tempo e sequência repetida de eventos:

Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles.
Mateus 4:8

Já no texto de Lucas ele inicia simplesmente com a palavra “E” (Καὶ, em grego) tanto no verso 5, quanto no meio do verso 9. Algumas traduções colocam a palavra “então” no verso 9, mas não está presente na versão em grego, sendo apenas presente em traduções. Com isso fica claro que os eventos ocorreram, mas não necessariamente em ordem:

E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo.
Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo;
Lucas 4:5,9

Com isso, as duas descrições concordam entre si. Elas possuem as três tentações vencidas por Cristo, mas Mateus descreve cronologicamente e Lucas de acordo com o climax do texto (há a possibilidade de ser ordem geográfica) sem se preocupar com a ordem temporal dos eventos, o que é comum em alguns textos das escrituras.

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Entenda as diferenças na declaração de exército

Há uma aparente contradição nos textos de 2 Samuel 24:9 e 1 Crõnicas 21:5, onde é citado números diferentes para contabilizar os exércitos de Israel e Judá:

Essa descrição é de um censo dado por Joabe. Esse censo (dados aproximados de contagem) feito nesse período, foi realizado de maneira oral. Por isso, o que foi descrito, foi passado de boca a boca e poderia causar inconsistências entre os livros, já que essa numeração não foi declarada no livro de registro das crônicas do rei Davi (1 Crônicas 27:24). O que foi registrado em cada livro, 2 Samuel e 1 Crônicas, foram dados aproximados, não finalizados, e não exatos como a própria bíblia declara em 1 Crônicas 27:24. Somente com essa informação já é possível explicar a falta de precisão entre os dois livros, já que a própria bíblia descreve que esses números não são exatos e conclusivos, sendo apenas estimativas orais.

Retirando a possibilidade de erro de cópia dos escribas e ignorando a possível inconsistência oral, pode-se haver, também, uma divergência na sumarização do censo. Em 2 Samuel 24:9, é citado que haviam para Israel 800 mil homens de guerra, que arracavam da espada, enquanto em 1 Crônicas 21:5 é citado sem a palavra guerra, apenas homens, dos que arracavam da espada. Com isso na contagem descrita no livro de 2 Samuel não seria contabilizada todas as tropas, somente os mais fortes, prontos para a guerra, enquanto que em 1 Crônicas foram contabilizadas todas as tropas, incluindo, soldados de fortificação, auxílio e guarda. Veja:

E Joabe deu ao rei a soma do número do povo contado; e havia em Israel oitocentos mil homens de guerra, que arrancavam da espada; e os homens de Judá eram quinhentos mil homens.
2 Samuel 24:9

O texto de 1 Crônicas não especifica que são somentes homens de guerra, mas todos os soldados, seja de guarda ou não, e portanto não tem a palavra guerra:

E Joabe deu a Davi a soma do número do povo; e era todo o Israel um milhão e cem mil homens, dos que arrancavam da espada; e de Judá quatrocentos e setenta mil homens, dos que arrancavam da espada.
1 Crônicas 21:5

A listagem da quantidade desses soldados permanentes, responsáveis por servir o rei (1 Crônicas 27:1) que não foram contabilizados encontra-se descrita em 1 Crônicas 27:1-15, dividida em grupos.

Já para a contagem da tribo de Judá, retirando a possibilidade de arredondamento na contagem, o que por se relato oral seria possível, em (1 Crônicas 21:5), não foi contabilizado os 30 mil homens responsáveis pela guarda permanente (2 Samuel 6:1). Observe a diferença também no final de cada versículo.

Com isso os dois relatos se complementam, o de 2 Samuel 24:9, contabiliza somente os soldados de guerra para Israel, contando os 30 mil soldados permanentes para Judá e o de 1 Crônicas 21:5, considera todos os soldados para Israel, incluindo os que serviam o rei, e remove os soldados da guarda permanente. Portanto, não há contradições entre os dois relatos bíblicos.